Nosso novo livro poderia ser direcionado somente para quem já fez a jornada de peregrinação ao Caminho
de Santiago. Não necessariamente é assim. Como ele tratará de
questões arquetípicas, presentes no Inconsciente Coletivo humano, sua aplicação
poder observada diretamente na vida do leitor de primeira viagem aqui.
Toda jornada tem
seu começo, meio e fim. Ao final de todo caminho, sempre haverá um retorno ao
começo. Esse é um ciclo existencial inconsciente perante em todas as situações
humanas, independentemente de sua ambientação.
Isso ocorre porque
existe o chamado Inconsciente Coletivo humano, que é o conjunto de dados
culturais, psíquicos, experenciais, acumulados na história da humanidade. Tal conjunto
cristalizado de informações gera modelos basais de experimentação acumulados e
repetidos pelos tempos, a serem captados em qualquer lugar do planeta.
A tais modelos
dá-se o nome de arquétipos. Fora da psicanálise junguiana, tais ocorrências
trata-se dos chamados “mitos”, lidos e relidos na humanidade.
No Caminho de
Santiago não poderia ser diferente. Depois de mais de mil anos de experiências
de peregrinação por lá acumuladas, um modelo inconsciente está estabelecido e
cristalizado. Ou seja, quem
acessa a Psique do Caminho de Santiago, adentrará ao modelo arquetípico ali
estabelecido. Isso vale tanto para quem já realizou sua peregrinação, mas
também para quem ainda não, pois a adesão ao arquétipo é algo inerente a quem
também recebe o chamado inicial para a sua realização.
Para entender
melhor sobre o assunto, recomendamos a leitura de nossa primeira obra sobre o
Caminho de Santiago, intitulada: “A Psique do Caminho”. Uma vez entendido
isso, você perceberá que este livro tem como destinatários não só aqueles que
já realizaram sua jornada ao Caminho, mas também aos demais interessados.