Quem passou pelo Caminho de Santiago sabe de como a imersão ambiental, a desconexão da vida neurótica das cidades acontece ao mesmo tempo em que a reconexão com a essência natural ocorre. Isso é uma prova indubitável, a quem vivencia tal processo, do que deveria vir pela frente.
Salvar o Planeta não significa eliminar a humanidade. Salvar o Planeta significa colaborar para que o impacto da humanidade não o destrua. Quem passou pelo Caminho de Santiago resgatou seu eu humilde, sua unidade para com a natureza, a simplicidade da vida, a partir daquilo que poderíamos carregar nela.
A missão após o Caminho, assim como seu chamado à jornada, não é algo que precisa ser aceito de imediato. Cada um tem seu tempo de maturação e de entendimento existencial. Trata-se do segundo chamado que o peregrino irá receber na sua existência.
Tal chamado à missão existencial de salvar o Planeta, não se perfaz numa busca megalomaníaca, algo que seria totalmente errado perante a "Psique do Caminho". Só quem passou pela jornada adquire a consciência da humildade de como devemos encarar a vida e nossas possibilidades perante ela.
Nesse sentido, não importa o tamanho ou o alcance do que você fará a seguir ao Caminho. O que importa será a soma das ações de todos aqueles que perfizerem o 1%. Nessa teoria do 1% estão todos os que aceitaram o desafio do segundo chamado e colocaram em prática tudo o que aprenderam durante a jornada ao Caminho.
Minimalismo talvez seja a palavra-chave de como devemos iniciar nossa missão. Comece por simplificar sua vida, reduzir o impacto, adote posturas mais sustentáveis, reinvente-se, adquira novos hábitos que servirão de exemplo à mudança dos demais.
