Durante o Caminho,
pode acontecer de você reconhecer, em pessoas desconhecidas, os traços de
alguém de sua vida. Trata-se de um mecanismo mnemônico de que o processo
terapêutico do Caminho estará trazendo à tona conteúdos para sua transmutação.
Podem ser rostos de
pessoas próximas, amadas que, de repente, aparecem em algum desconhecido, com
grande similaridade. Por exemplo, vi uma senhora que parecia a minha vó. Isso é
um dado que deve ser levado em consideração e ter atenção sobre o que estava a
pensar quando ocorreu.
Trata-se de
mecanismo sutil, ao trazer dos conteúdos inconscientes uma reminiscência consciente.
Procure aproveita tais momentos para avançar nestes conteúdos. Foque então na
pessoa que vier à sua cabeça. Deixe fluir os pensamentos sobre ela. O que veio
à tona? Qual o sentimento verificado? Há algo a ser retrabalhado em relação a
esta pessoa, em especial?
Se aquela pessoa
continuar aparecendo em sua mente, sem você saber muito o porquê, quando
retornar de sua jornada, entre em contato com ela. Faça-lhe uma visita e
procure observar se algo será revelado ou recuperado nesse encontro.
Por outro lado,
podem também aparecer rostos de pessoas desafetas, pessoas com quem algo ficou
mal resolvido, algum conflito, mantendo-se um trauma residual no inconsciente,
sem possibilidade de solução.
Quando isso
acontecer, procure verificar se há algo que você pode fazer sobre este assunto,
quando retornar de sua jornada. Se não houver, reflita sobre alguma forma de compensação
residual que possa ser aplicada em relação àquela determinada pessoa.
Nesses casos, a
primeira coisa a fazer, é pensar positivamente sobre ela. Ao pensar positivo, será feito um novo fluxo
de conexões com ela para, aos poucos, a conexão ainda existente possa ser desfeita.
Para se pensar
positivo sobre alguém com quem tenha dificuldades só de relembrar, comece
focando-se nas qualidades daquela pessoa. O importante é destacar os pontos
positivos dela e, assim, afastar-se das rotulagens negativas que incentivam a negatividade.
O
segundo passo, é verificar objetivamente a situação ocorrida. Tentar rever
aquilo com um novo sentido, qual sua responsabilidade e seus erros no evento, e
como poderá ser resolvida a situação.
Essa é uma parte
difícil do processo terapêutico, que não precisa ser vencida de pronto. Basta
ser iniciada. Soluções de conflitos interpessoais nem sempre são simples e, por
vezes, precisam de tempo a serem atingidas. Outras, há que se aceitar e perdoar.
Durante toda a
jornada você poderá repensar novamente o assunto, buscando uma ressignificação
suficiente ao seu desprendimento daquela conexão interpessoal mal resolvida,
com ou sem solução.
Se o problema com
aquela determinada pessoa não foi criado por sua iniciativa consciente, tende
ao menos entender o ocorrido. Reveja seu ponto falho que o levou a essa
situação indesejável e tende mudar tal atitude.
Por fim, se não há
nada a ser feito para se recompor aquela situação, abençoe a pessoa e deseje o
melhor a ela. E sempre que ela voltar a sua cabeça, faça o mesmo processo libertador:
abençoe e deseje o seu melhor.