segunda-feira, 28 de maio de 2018

Fisionomias da Assistência


Durante o Caminho, pode acontecer de você reconhecer, em pessoas desconhecidas, os traços de alguém de sua vida. Trata-se de um mecanismo mnemônico de que o processo terapêutico do Caminho estará trazendo à tona conteúdos para sua transmutação.
Podem ser rostos de pessoas próximas, amadas que, de repente, aparecem em algum desconhecido, com grande similaridade. Por exemplo, vi uma senhora que parecia a minha vó. Isso é um dado que deve ser levado em consideração e ter atenção sobre o que estava a pensar quando ocorreu.

Trata-se de mecanismo sutil, ao trazer dos conteúdos inconscientes uma reminiscência consciente. Procure aproveita tais momentos para avançar nestes conteúdos. Foque então na pessoa que vier à sua cabeça. Deixe fluir os pensamentos sobre ela. O que veio à tona? Qual o sentimento verificado? Há algo a ser retrabalhado em relação a esta pessoa, em especial?

Se aquela pessoa continuar aparecendo em sua mente, sem você saber muito o porquê, quando retornar de sua jornada, entre em contato com ela. Faça-lhe uma visita e procure observar se algo será revelado ou recuperado nesse encontro.

Por outro lado, podem também aparecer rostos de pessoas desafetas, pessoas com quem algo ficou mal resolvido, algum conflito, mantendo-se um trauma residual no inconsciente, sem possibilidade de solução.

Quando isso acontecer, procure verificar se há algo que você pode fazer sobre este assunto, quando retornar de sua jornada. Se não houver, reflita sobre alguma forma de compensação residual que possa ser aplicada em relação àquela determinada pessoa.

Nesses casos, a primeira coisa a fazer, é pensar positivamente sobre ela.  Ao pensar positivo, será feito um novo fluxo de conexões com ela para, aos poucos, a conexão ainda existente possa ser desfeita.

Para se pensar positivo sobre alguém com quem tenha dificuldades só de relembrar, comece focando-se nas qualidades daquela pessoa. O importante é destacar os pontos positivos dela e, assim, afastar-se das rotulagens negativas que incentivam a negatividade.

O segundo passo, é verificar objetivamente a situação ocorrida. Tentar rever aquilo com um novo sentido, qual sua responsabilidade e seus erros no evento, e como poderá ser resolvida a situação. 
Essa é uma parte difícil do processo terapêutico, que não precisa ser vencida de pronto. Basta ser iniciada. Soluções de conflitos interpessoais nem sempre são simples e, por vezes, precisam de tempo a serem atingidas. Outras, há que se aceitar e perdoar.

Durante toda a jornada você poderá repensar novamente o assunto, buscando uma ressignificação suficiente ao seu desprendimento daquela conexão interpessoal mal resolvida, com ou sem solução.
Se o problema com aquela determinada pessoa não foi criado por sua iniciativa consciente, tende ao menos entender o ocorrido. Reveja seu ponto falho que o levou a essa situação indesejável e tende mudar tal atitude.

Por fim, se não há nada a ser feito para se recompor aquela situação, abençoe a pessoa e deseje o melhor a ela. E sempre que ela voltar a sua cabeça, faça o mesmo processo libertador: abençoe e deseje o seu melhor.