segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Alimentação Emocional

Devido ao desgaste físico diário, há que se focar em boa alimentação durante a jornada no Caminho de Santiago. Manter-se em boas condições evitará fadigas musculares e outros problemas orgânicos advindos das demandas físicas de caminhar ou pedalar por longos trechos.
Menú del Peregrino - Ponferrada

O ideal seria ao menos fazer uma refeição completa por dia. Para isso, você encontrará o famoso “menu del peregrino”, a preços acessíveis (cerca de 10 Euros), com direito a pão, prato de entrada, prato principal, sobremesa e bebida (vinho, refrigerante ou água).

O “menu del peregrino” é uma refeição bem nutritiva e atende às exigências calóricas e proteicas do peregrino, logo após o seu desforço diário, além de ser composta por pratos típicos da região. Logo, uma opção recomendada. 

Para o restante do dia, pode-se fazer compras nos mercadinhos existentes nas paragens principais ou nas pequenas vendas e bares do caminho. Você encontrará de tudo e também produtos típicos de cada região percorrida, destaque para os vinhos, os queijos e embutidos.

Procure sempre levar consigo algum chocolate, barra de cereal, energético ou outro produto calórico. Sempre que sentir fome durante a caminhada ou o pedal, siga o sinal do seu organismo e se alimente imediatamente. 

Lembre-se, o Caminho não é local para dietas. Não se alimentar devidamente ao estar em intensa atividade física contínua, poderá gerar cansaço, sonolência, irritação e até desmaios. Seja prudente com seu corpo.

Uma alimentação débil poderá comprometer sobremaneira o seu emocional, a ponto de prejudicar a sensibilidade de sua imersão na Psique de Caminho.

Outrossim, não se esqueça que seu cérebro é o órgão de maior demanda de nutrientes do corpo, assim, como sua mente estará em ação psíquica intensa, evitar baixas de hipoglicemia é essencial a manter em alta o processo psíquico em curso na transmutação do Caminho.

Nos albergues municipais/paroquiais, geralmente se compartilha o jantar (La cena), momento em que a cozinha coletiva vira espaço de troca social e de culinária. Todos vão ali para fazer sua comida, geralmente algo mais leve, um lanche, alguma coisa rápida preparada no fogo.

Em termos psíquicos, o momento das refeições é uma oportunidade para se sincronizar mentalmente com os outros peregrinos. É um momento de convívio social e de refazimento emocional da introspecção diária do trajeto.

Deve-se aproveitar esse momento para as trocas das boas energias, especialmente no período em que todos estarão ali, abertos ao contato, formação de vínculos de amizade e interação cultural. Vale também a conversa com habitantes locais, nos locais de almoço ou janta, onde se servem os menus e com eles se estabelece proveitosas conversas sobre o Caminho e as peculiaridades locais. 

Companheiros, ou seja, aqueles compartilham o pão, são formados nesses momentos de alimentação conjunta, o que é uma tradição a qual se adiciona o vinho, enquanto bebida simbólica de comunhão espiritual.

Daí que, pão e vinho, símbolos cristãos, ao representarem a carne e o sangue, estarão simbolicamente sendo acessados em todos os menus do Caminho. Independentemente de sua opção religiosa, aproveite tais momentos para aprofundamento na Psique do Caminho e alimente seu espírito de boas emoções.