Neste exato
momento, a capacidade de sustentabilidade do planeta, isto é, a soma de
impactos das realizações humanas (pegadas) durante um ano, transcende os
limites de suporte de cada ciclo.
Você tem responsabilidade
direta nessas ocorrências e precisa adquirir consciência de sua participação,
de sua pegada (impacto existencial) sobre a Biosfera.
Tudo isso porque nós,
os caminhantes racionais, insistimos em ter mais do que precisamos ou que
podemos carregar.
A cobiça material é
algo que rapidamente se desapega quando se está sob o Caminho. Com tal desconexão,
deixa-se para trás um complexo de neuroses, alienações, conflitos e sofrimentos
desnecessários.
Quem chega à
jornada de Santiago de Compostela, ao conectar à sua Psique do Caminho, terá a
oportunidade de desconectar-se dessa neurose do ultraconsumo e retornar à
essência do minimalismo leve da vida.
Quem retornar ao
essencial, ao centramento do bem-estar perante as energias imanentes da
natureza, retorna ao modelo que deveria orientar a ação humana sob o planeta.
Só quem está em
equilíbrio e bem-estar não precisa demandar das adaptações neuróticas para
ficar bem. Daí a necessidade de introjetar a vibe do Caminho e seguir esse “flow”
no seu retorno.
A Psique do Caminho
e sua vibe biocêntrica devem ser um orientador de padrões de consumo da vida de
todos nós, se quisermos manter o Planeta uma casa sustentável a tantas vidas
humanas.
Plantar
sustentabilidade é hoje uma necessidade de todos. Pertencentes à Ordem do
Caminho ou futuros peregrinos, o desafio está posto a todos, em prol da
salvação das condições de vida atuais do planeta.
Mesmo sem estar em
jornada pelo Caminho, reflita sobre sua pegada existencial no aqui e agora.
Veja como ela pode ser reduzida. Veja como sua vida pode ser simplificada e
procure, acima de tudo, ampliar seu contato com a natureza, pois sem ela a
neurose voltará a si.
