
Como visto, os
Celtas viveram na Galícia entre 700 a 60 a.C (na Era do Ferro) e sua presença
influenciou, junto com o Latim, a formação da língua Portuguesa e o Galego,
falado na Galícia (bastante similar ao Português).
A palavra Celta
significa originalmente “herói” ou “guerreiro”. Os celtas também eram chamados
pelos outros povos de “filhos do vento”. Seus costumes, cultura, músicas e
hábitos alimentares permanecem no Caminho.
Advém
deles o costume de alimentar-se em boa mesa, regado a bom vinho. Tal hábito é
observável até hoje nos tradicionais “menus del día” em toda a Espanha.
As
mulheres celtas eram consideradas livres e com direitos iguais aos homens,
podendo optar por quaisquer atividades profissionais e posições sociais.
Druidas
eram os sábios das sociedades celtas, encarregados da cultura, do Direito, da
Medicina e do desenvolvimento dos rituais místicos celtas.
Sua formação levava
cerca de 20 anos e tinham 3 graus de ascensão, os quais poderiam ser atingidos
por todos. Esse é um detalhe importante da cultura celta, onde mulheres e
homens poderiam ascender nessa função.
A imagem mítica do
velho mago, sábio, barbudo e vestido de branco, hoje presente no inconsciente
coletivo, advém do arquétipo milenar dos Druidas. O ideário do “Mago Merlin”,
na verdade, é a imagem de um sábio celta.
A filosofia celta
focava-se na defesa da liberdade, no Biocentrismo, na busca pelo equilíbrio
imanente e na evolução individual enquanto processo existencial. Defendiam a conexão
espiritual da alma com o Cosmos, a crença na imortalidade, a ênfase no amor e
no naturalismo, como as bases de seu pensamento.
Como diria Jung,
toda modelagem ancestral está presente nos arquétipos da humanidade. Nesse
sentido, a Psique do Caminho advém dessa base histórica celta e daí a
importância de seu conhecimento aos peregrinos.